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Leitura Dinâmica

Quando vamos aceitar sem dor o Adeus?
Artigo publicado em: 01/11/2016
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Primeiro tiremos a religião do caminho, agora sim, vamos falar desta data que é o momento de, na verdade, fazermos uma reflexão do quanto vale nossa vida, mas quão frágil ela é e pode se esvair a qualquer instante deste plano.

N'outro dia falava com uma amiga socióloga sobre como a humanidade evoluiu e amadureceu em vários aspectos, mas ainda não criou uma receita para superar de maneira rápida e indolor a chegada da morte que às vezes leva quem encontraríamos neste natal, neste final de ano ou até mesmo já havíamos planejado as comemorações de seu aniversário.

Meu pai se foi eu tinha pouco mais de três anos; lembro-me do choro dolorido e profundo de minha mãe, dos meus irmãos, mas confesso, achei que meu velhinho estava dormindo naquele caixote. Hoje, ao lembrar, ainda dói, imagina se eu tivesse entendimento na época?

Por decisão pessoal, decidi não ir a velórios, mas existem momentos em que não posso me furtar desta hora e confesso que todo conhecimento adquirido com ao longo das vidas pessoal e profissional não servem pra nada quando tenho que entrar no espaço tomado pela dor.

Evangélico, católico, espírita ou qualquer outra religião ou seita... todos sentem a mesma dor com a partida de quem imaginávamos que seria eterno.

Esta data de 02 de novembro me enche o coração de dor, porque é o momento de refletir que qualquer hora quem eu amo vai estar de lá desta data e este dia vai doer muito. Nesta data, meu sonho continua sendo ver um dia em que poderemos encarar o momento de partida como de fato é: um processo natural instituído pelo Universo.

Neste 02 de novembro muitos estão com as feridas da data cicatrizadas, mas muitos ainda estão sangrando com a perca recente e por isso peço a Deus, ao Criador do Universo, que abrace apertado cada uma dessas pessoas.

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